O comportamento do cliente é o principal fator de ocorrências de
fraudes eletrônicas bancárias, principalmente nas transações por cartões e pela
internet, disse Marcelo Camara, diretor da Comissão de Prevenção a Fraudes da
Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
"Sem
dúvida, é o comportamento do cliente o fator principal [que possibilita as
fraudes]. Os computadores têm a possibilidade de estarem seguros, de terem
programas seguros e, ainda assim, dependerem de uma atualização e configuração adequada,
e quem faz isso é o dono do computador. O bandido aborda o elo mais
fraco".
As
fraudes eletrônicas deverão causar prejuízo de aproximadamente R$ 1,4 bilhão
aos bancos brasileiros este ano, segundo a Febraban. Em 2011, apesar de terem
sido responsáveis apenas por 0,006% do total de transações, as fraudes
eletrônicas - que ocorrem geralmente pela internet ou na falsificação do cartão
bancário - causaram prejuízo de R$ 1,5 bilhão.
De
acordo com a Febraban, 24% de todas as transações bancárias são feitas
atualmente pela internet, o que demanda um investimento anual, pelos bancos, de
US$ 9,2 bilhões no combate aos crimes virtuais. Mas o alto investimento em
tecnologia não consegue fechar todas as portas aos criminosos. A entidade
indica o comportamento dos clientes como a maior fragilidade do sistema.
Entre
os comportamentos dos clientes que podem colocar em risco a segurança de uma
transação bancária está o de não manter o sistema operacional do computador, o
navegador e o antivírus atualizados, além de abrir com frequência e executar
arquivos de remetentes duvidosos.
A
Febraban recomenda que o usuário sempre fique atente ao fluxo de navegação dos
sites bancários. Que repare, em sua disposição visual, a sequência em que as
senhas são exigidas. Qualquer alteração visual ou aumento da quantidade de
perguntas sobre dados pessoais, o cliente deve entrar em contato com o banco. É
recomendado também a alteração, sempre que possível, das senhas cadastradas.
A
entidade destaca que os golpes típicos do final de ano são feitos por meio de
e-mails de remetentes duvidosos, com algum assunto curioso, que vai exigir o
clique em uma figura ou link, para assistir um vídeo, ver uma foto ou para
acessar outro site. Ao clicar, é instalado um programa espião no computador, que
irá identificar a senha do usuário no próximo acesso ao site do banco. "O
brasileiro é muito curioso, é colocar ´veja a sucuri engolindo o garoto´ que as
pessoas clicam", disse Camara.
FONTE: INFO NOTICIAS

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