Após audiência no Ministério
Público do Trabalho em São Paulo, ficou acertado nova conversa entre Sindpd e
Seprosp com a intermediação do órgão para terça-feira, dia 22.
Com isso, a paralisação dos trabalhadores de TI, prevista
inicialmente para segunda, 21, está suspensa, podendo ou não ser iniciada na
terça.
Caso haja entendimento – e essa é a expectativa, conforme o
INFO Online já havia adiantado –, empregados e
patrões deverão fechar um acordo e a greve não deve se consumar na prática.
Houve avanço nas negociações entre as partes.
"A
reunião foi muito positiva", disse o presidente do Sindpd, Antonio Neto.
As principais reivindicações dos
trabalhadores são: 11,9% de aumento salarial linear, desenvolvimento de plano
de Participação em Lucros e Resultados (PLR), auxílio-refeição de 15 reais por
dia e ampliação de pisos.
O sindicato patronal, até então só
aceitava oferecer reajuste salarial de 6,47%, índice que o Sindpd diz apenas
repor a inflação.
Audiência de terça-feira
Na terça-feira, após analisar as
informações repassadas por ambos os lados, a procuradora do MPT/SP, Laura
Martins Maia de Andrade, mediadora do encontro realizado hoje, apresentará uma
proposta de índice que leve em consideração o crescimento do setor, mas já
adiantou que a PLR é um direito constitucional e uma obrigação da empresa e que
o vale refeição é fundamental para os trabalhadores.
Segundo a procuradora todas as categorias
tiveram um aumento real de salário entre 1,5% a 3%, dependendo do setor, o que
não ocorre na negociação com a categoria de TI.
"INPC (Índice Nacional de Preços ao
Consumidor) não é aumento, é reajuste da inflação. O trabalhador sofre com os
aumentos inflacionários. A alimentação tem um peso enorme", declarou.
Com relação ao Plano de Participação de
Lucros (PLR), a procuradora destacou o artigo 7º da Constituição Federal,
parágrafo XI, no qual define que "são direitos dos trabalhadores urbanos e
rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e,
excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em
lei".
Ainda sobre as reivindicações dos
trabalhadores, a conciliadora propôs uma solução para que seja possível a
aplicação de benefícios para a categoria. "Sugiro a manutenção dos pisos
existentes e a inserção de reajuste [nos pisos], bem como um vale refeição
adequado para atender a média de interesse. E podemos avançar na PLR
também", completou.
Fonte: Info Noticias

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